sábado, 3 de abril de 2021

ERA SUA AMIGA : Ao visitar marido com Covid e prestes a ser intubado, esposa descobre amante e leva caso à polícia

Mulher, que é casada com o bombeiro há 20 anos, disse que decidiu ir ao hospital porque estava preocupada com ele. Ao chegar lá, soube por funcionários que ele estava acompanhado da 'namorada'.


Bombeiro está internado em hospital particular de Campo Grande — Foto: Redes Sociais/Reprodução

Uma mulher de 48 anos foi até a delegacia, na noite dessa quarta-feira (31), em Campo Grande, após descobrir que o marido, infectado pelo novo coronavírus e prestes a ser intubado, estava em um hospital particular com a amante.

Segundo o boletim de ocorrência, a mulher é casada há 20 anos com o homem, um bombeiro. O casal tem uma filha.

Durante a tarde, ela recebeu uma ligação do companheiro enquanto estava no trabalho, segundo informações do boletim de ocorrência. Ele relatou que estava com Covid e que iria procurar atendimento médico, mas que ela "não precisava ir até o hospital, pois ele já estava melhor".

A mulher, entretanto, disse que mesmo com o pedido do marido, decidiu ir até o hospital pois estava preocupada. Ao chegar ao local e buscar informações sobre ele, foi atendida por um funcionário que informou que o paciente estava "acompanhado da namorada".

Conforme o relato da mulher, ela ficou sabendo que o marido poderia ser intubado, já que "estava piorando".
A esposa, então, aguardou no local até encontrar com a mulher e descobrir que a amante, ainda por cima, era uma amiga sua.

Também segundo a ocorrência, ela conseguiu conversar com o esposo, que teria dito: "A partir de hoje a [nome da mulher que não será divulgado pela reportagem] cuida das minhas coisas. Você pode ir embora, cuida da sua vida".

Em seguida, a mulher disse que soube que a amante também pegou os documentos dele, bem como cartões de banco e o aparelho celular.

O G1 entrou em contato com a mulher, mas ela disse que prefere não falar sobre o assunto e apenas sugeriu que informações sobre o companheiro fossem adquiridas no hospital.

O caso foi registrado como preservação de direito na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Centro.